quarta-feira, 16 de maio de 2012

O Ser Humano?!



O Ser Humano?!


Refletindo sobre os direitos humanos percebi algumas inversões de valores, hoje, o que está na moda é sinônimo de votos e de valorização na sociedade. O que evidencia isso é a campanha do agasalho para os animais, é lamentável colocar o ser humano homem em detrimento dos animais, veja bem, não estou falando em maus tratos, mas sim em inversões de valores. Eu sei que se devem tratar bem os animais, colocar em boas condições, mas isso parece que pra alguns deve ser exacerbado, pois, hoje ter um bicho pode parecer que é sinônimo de emergência social ou de modismo. Mais uma vez, não estou criticando quem tem, mas sim da maneira que esse animal é tratado, muitas vezes em melhores condições que os próprios filhos.


Não estou falando apenas na campanha do agasalho para animais, ou da maneira com que se cria um bicho. Mas por vários acontecimentos que me incomodam, por exemplo, brigas de galos e touradas, são crimes porque infringe a lei da qual não se podem maltratar os animais, tudo bem, mas agora brigas, pancadarias como UFC, e outros tipos de luta é visto como espetáculo, e os direitos humanos onde estão? Em suma, é isto que estou falando, hoje o bicho tem mais direitos e é mais bem tratado do que os homens.  Outro fato que remota isso, é só pensar na repercussão que houve quando o segurança da Urgrs matou o pitbul e quando um pitbull matou no final do verão um menino em Capão da Canoa, não estou falando em certo ou errado, mas apenas na proporção e na repercussão dos casos, para constatar o que estou falando , acredito que muitos nem lembram ou nem sabiam desse caso em Capão, mas do segurança impossível alguém não se lembrar.


De repente, os maus tratos ao homem, como as imensas filas no SUS, as pancadarias nas ruas, a violência urbana, a fome, o crack não chame mais tanto atenção, por serem fatos encarados como corriqueiros e hoje são banais, portanto o que está na moda é os direitos dos bichos. É preciso mudar esse quadro e o homem não pode estar em segundo plano.


Diante desse panorama, me entristece e às vezes até me pergunto se o errado sou eu em pensar assim, diante de uma sociedade mesquinha com o próprio homem, mas aprendi a valorizar o ser humano. O ser humano deve ser respeitado como humano, bem de maior valor é sempre o ser humano.  E como disse Paulo Santana em uma de suas colunas “ Na assembleia reivindicatória dos animais, a lesma solicitou auxílio-moradia e o vaga-lume equipamento de pisca-pisca”.


Amigos, pensem nisso! 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Rio Grande do Sul: Está Terra Tem Dono! , por Renato Sommer


Tchê Patrício! Com o Minuano soprando lá fora te apresento nosso estado, ao som de uma milonga em volta de uma costela gorda pingando em fogo alto de angico e passando o amargo entre patrões e peões.

Hoje 20 de setembro além de ser o dia do gaúcho que marca o inicio da Revolução Farroupilha é também uma data para se resgatar a cultura, a história, mas principalmente os valores do gaúcho.O espírito idealista e de hombridade do mate passando de mão em mão.

O Rio Grande do Sul além de possuir suas exuberantes belezas naturais é marcado por uma cultura distinta, aonde outorga o cavalo Crioulo como fiel companheiro de lida campeira e sua pilcha como traje de gala, possuímos uma literatura coesa com Simões Lopes Neto, Érico Veríssimo, Mario Quintana entre outros celebres, o grande payador Jayme Caetano Braun, nosso folclore, nossas lendas como a do Negrinho do Pastoreiro, o nosso futebol com grandes batalhas em campo entre gremistas e colorados, nossas belas mulheres, e nossos homens aguerridos e trabalhadores, nossa música desde a milonga até a vaneira.

A nossa história é marcada de lutas e conquistas, começando em 1750 com Sepé Tiraju peleando por está terra contra portugueses e espanhóis na Guerra Guaranítica. Em 1835 a mais famosa e duradoura guerra, a Revolução Farroupilha(1835-1845) com caráter separatista, liderada por Bento Gonçaves e Antônio de Sousa Neto, contra as políticas impostas pelo governo imperial. O estado gaúcho foi a primeira provincia a levantar bandeira afavor a abolição da escravatura. Mais de 45 anos depois o RS foi palco de uma guerra civil chamada Revolução Federalista (Degola 1893 – 1895) entre Chimangos (republicanos ) e Maragatos (federalistas), no qual esses não pretendiam restaurar a monarquia e prentendiam libertar o RS da tirania de Júlio de Castilhos, então presidente do Estado. Novamente explode uma luta armada entre Chimangos e Maragatos a Revolução de 1923, impedindo a releeleição dos governadores e presidentes do Brasil. O RS participou ativamente da Revolução de 30 (aliança liberal) no qual pôs Getulio Vargas no governo brasileiro. Logo em 1961, o movimento da legalidade pela posse do presidente João Goulart liderada por Leonel Brisola. Em suma, o RS foi cenário de várias batalhas, tivemos muitos homens que pleitearam pela construção e consolidação do Estado e do Brasil.

Portanto, essa é a nossa raiz é o fato de nós termos tanto orgulho por ter nascido aqui no sul, a tradição pode ser herdade de pai para filho, mas a grandeza tem que ser adquirida. Um Estado que se criou da terra, aonde cada homem semeia o amor e sabe da hombridade de ser gaúcho, em cada fio de bigode, no mate cevado, e no aperto de mão.

Esse é o Meu Rio Grande, céu, sol , sul, terra e cor, onde tudo que se planta cresce e que mais floresce é o amor.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Há dois mil anos atrás passou um homem por aqui e pediu que nos amássemos uns aos outros, quanto tempo será que precisa para o homem apreender a amar? O mundo precisa de paz o homem precisa de fé, quando o homem agarra na mão de Deus, pode tropicar que não cai, é como um gurizito que agarra nas bombachas do pai e sabe de onde veio e para aonde vai, a vida do campo nos dá pausas para ensinamentos, mostra que os amigos não se separam, apenas optam por caminhos diferentes, e que a tradição pode ser herdada, mas grandeza tem que ser adquirida. Mude suas opiniões, sustente seus princípios, troque suas folhas, mas mantenha suas raízes. Corto minha alma com relho quando vejo tanta desigualdade e nulidades, por isso peleio todos os dias por um mundo melhor para todos. Levo a mão no sombreiro e um beijo bem pra cima á aqueles que acreditam em mim e torcem por mim, neste espaço agradeço a todos o carinho recebido em toda parte.
Abraço a todos e um feliz Ano Novo!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Hehehe

Não dava pra deixar de cutucar. hehe
Mas acho chato Grêmistas pedindo para entregar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

João Buracão surtiu efeito!




A vinda do João Buracão surtiu efeito em Porto Xavier, depois que ele andou pela cidade, a administração municipal fez cinco quadras de asfalto. Ainda falta muito para melhoras às ruas da cidade, mas isto já é um começo. A JPMDB espera que não para por ai a manutenção da malha viária do município, que não fique apenas no centro, mas também nas ruas periféricas e no interior.




“É com enorme alegria que eu destaco essa notícia, que depois do nosso manifesto com o João Buracão, a mini usina de asfalto começou a mostrar efeitos positivos, pois Porto Xavier mais parecia à lua de tantos buracos. Mas o que me preocupa é que será que todas as vezes que queremos alguma melhoria vamos ter que fazer manifestações e ir para as ruas, televisão, jornal e rádio? Porque nossa prefeitura não tem um planejamento com participação popular priorizando algumas carências? A JPMDB está aberta para o diálogo, nossa missão não criticar e fazer oposição, mas sim lutar pela à Porto Xavier que queremos”, ressalta Renato Sommer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quem é o "Filho do Brasil", por Diogo Mainardi

Quem é o ‘Filho do Brasil’ sábado, 21 de novembro de 2009 0:02


“O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez,tem de se arranjar com Franklin Martins”
Luiz Carlos Barreto, o Filho do Brasil.” Ele, Luiz Carlos Barreto, é um personagem um tantinho menos oco do que aquele outro, canonizado em sua última obra, Lula, o Filho do Brasil. Quem é Lula? Eu o resumiria numa única linha: um retirante maroto que sonha em se transformar em José Sarney. Ele é Vidas Secas sem Graciliano Ramos. Ele é Antônio Conselheiro sem Euclides da Cunha. Ele é, citando outra patetice sertaneja produzida por Luiz Carlos Barreto, quarenta anos atrás – os filhos do Brasil repetem-se tediosamente de quarenta em quarenta anos –, o cangaceiro Coirana, sem Antônio das Mortes.
Quem já assistiu a um cinejornal do “Istituto Luce” sabe perfeitamente o que esperar de Lula, o Filho do Brasil. Benito Mussolini, em Roma, conclamando as massas, é igual a Lula, no ABC, imitando Bussunda. O chefe da propaganda de Benito Mussolini era seu genro, Galeazzo Ciano. Lula, por sua vez, tem de se arranjar com Franklin Martins, coordenador do MinCulPop lulista. Mas o fato é que, a cada dia mais, o “filho de Dona Lindu” macaqueia o “filho do ferreiro de Predappio” – só que num cenário mais indigente e embolorado.
Se o crack de 1929 consolidou aquilo que Benito Mussolini chamou de “estado empreendedor”, o crack de 2008 fez o mesmo com Lula. A economia fascista tinha IMI e IRI, bancos públicos que forneciam crédito à indústria italiana, privilegiando os aliados do regime. A economia lulista tem Banco do Brasil e BNDES, que desempenham um papel semelhante. Benito Mussolini era celebrado na propaganda oficial por ter “restringido as desigualdades sociais”. Lula? Também. Os triunfos italianos nas Copas do Mundo de 1934 e 1938 foram creditados ao Duce, que compareceu aos jogos finais, assim como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 foram creditadas a Lula. Recentemente, Lula arrumou até seu próprio ditador antissemita, que promete repetir o holocausto: o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, recebido com pompa na capital do lulismo. Os “anos do consenso” de Benito Mussolini duraram de 1929 a 1936. Quanto podem durar os de Lula?
Luiz Carlos Barreto, em 1966, produziu um curta-metragem de propaganda para José Sarney. O curta-metragem foi dirigido por um conhecido marqueteiro: Glauber Rocha. Desde aquele tempo, Luiz Carlos Barreto, “o Filho do Brasil”, é quem melhor sintetiza o caráter nacional. Durante a ditadura militar, ele tomou conta da Embrafilme. No período de Fernando Henrique Cardoso, ele fez propaganda para a Embratur e para o BNDES. Quando o lulismo foi desmascarado, em 2006, ele disse: “O mensalão não era mensalão. Era uma anuidade. Faz parte da ética política. E a ética política é elástica”. A ética cinematográfica é igualmente elástica. E, no caso de Luiz Carlos Barreto, é uma anuidade.
Luiz Carlos Barreto, homenageado no Senado por Roseana Sarney, que o chamou de “grandalhão dócil e amável do cinema brasileiro”, agora planeja filmar o romance Saraminda, de José Sarney. É dessa maneira que Lula passará para a história: como uma mera anuidade no intervalo entre o José Sarney de 1966 e o José Sarney de 2010.
Por Diogo Mainardi

sábado, 21 de novembro de 2009

MÁRCIO MOREIRA ALVES: CUTUCANDO A DITADURA.


"Senhor presidente, senhores deputados,Todos reconhecem ou dizem reconhecer que a maioria das forças armadas não compactua com a cúpula militarista que perpetra violências e mantém este país sob regime de opressão. Creio ter chegado, após os acontecimentos de Brasília, o grande momento da união pela democracia. Este é também o momento do boicote. As mães brasileiras já se manifestaram. Todas as classes sociais clamam por este repúdio à polícia. No entanto, isto não basta.É preciso que se estabeleça, sobretudo por parte das mulheres, como já começou a se estabelecer nesta Casa, por parte das mulheres parlamentares da Arena, o boicote ao militarismo. Vem aí o 7 de setembro.As cúpulas militaristas procuram explorar o sentimento profundo de patriotismo do povo e pedirão aos colégios que desfilem junto com os algozes dos estudantes. Seria necessário que cada pai, cada mãe, se compenetrasse de que a presença dos seus filhos nesse desfile é o auxílio aos carrascos que os espancam e os metralham nas ruas. Portanto, que cada um boicote esse desfile.Esse boicote pode passar também, sempre falando de mulheres, às moças. Aquelas que dançam com cadetes e namoram jovens oficiais. Seria preciso fazer hoje, no Brasil, que as mulheres de 1968 repetissem as paulistas da Guerra dos Emboabas e recusassem a entrada à porta de sua casa àqueles que vilipendiam-nas.Recusassem aceitar aqueles que silenciam e, portanto, se acumpliciam. Discordar em silêncio pouco adianta. Necessário se torna agir contra os que abusam das forças armadas, falando e agindo em seu nome. Creia-me senhor presidente, que é possível resolver esta farsa, esta democratura, este falso impedimento pelo boicote. Enquanto não se pronunciarem os silenciosos, todo e qualquer contato entre os civis e militares deve cessar, porque só assim conseguiremos fazer com que este país volte à democracia.Só assim conseguiremos fazer com que os silenciosos que não compactuam com os desmandos de seus chefes, sigam o magnífico exemplo dos 14 oficiais de Crateús que tiveram a coragem e a hombridade de, publicamente, se manifestarem contra um ato ilegal e arbitrário dos seus superiores."

O jornalista e ex-deputado federal Márcio Moreira Alves (PMDB) morreu dia 03/04/2009, aos 72 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde outubro no Hospital Samaritano após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral).Ele ficou conhecido pelo discurso que fez na Câmara dos Deputados em 2 de setembro de 1968 sugerindo o boicote às comemorações do Sete de Setembro. Foi o pretexto utilizado pelo governo militar para instaurar o AI-5 (Ato Institucional número 5), que se transformou em um dos principais símbolos da ditadura (1964-1985).